Câncer de Mama

Câncer de Mama da Mulher | Câncer de Mama do Homem

Câncer de Mama da Mulher

O câncer (tumor maligno, neoplasia ou Carcinoma), para se desenvolver, precisa que ocorra uma cascata de eventos iniciada por um estímulo inicial que leva a um dano no DNA e a uma sequência de mutações neste DNA. Tanto as mutações herdadas, que são minoria, quanto as adquiridas estabelecem o processo de carcinogênese (“nascimento” do câncer). Essas alterações levam à ativação de genes ligados à formação de câncer e também à inativação de genes que nos protegem do surgimento desse câncer.

O tempo médio de duplicação tumoral mamária varia entre 100 e 200 dias, definindo-se como um tumor de crescimento lento, porém pode ser variável.

Os Carcinomas são divididos em dois grandes grupos: Carcinoma in situ e Carcinoma invasivo (ou infiltrante). O Carcinoma in situ é definido como uma proliferação de células malignas confinadas ao sistema ducto-acinar da mama, sem invasão de outros tecidos e sem capacidade de dar metástases.

Já o CARCINOMA DUCTAL INVASIVO, SEM OUTRAS ESPECIFICAÇÕES (SOE), é o tipo de Câncer de mama mais comum. Também há outros, ductais, que são menos comuns, como o Tubular, o Medular, o Mucinoso, o Apócrino, o Metaplásico, o Secretor e o Inflamatório.

Além dos Ductais, há também os Carcinomas Lobulares in situ e invasivo.

O prognóstico do Carcinoma Ductal Invasivo, SOE, depende intimamente dos seguintes fatores prognósticos: grau histológico, tamanho do tumor, se o linfonodo sentinela é positivo ou negativo para células malignas e invasão angiovascular. Também é influenciada por fatores biológicos, como receptores hormonais e HER-2.

O importante a se saber quando se recebe um diagnóstico de mama é que CADA CASO TEM QUE SER INDIVIDUALIZADO! O tratamento de uma pessoa conhecida não será necessariamente igual ao seu, que recebeu esse diagnóstico. O tratamento depende de muitos fatores. Há tratamentos que são iniciados pela cirurgia conservadora, por exemplo, e depois a paciente é submetida à quimioterapia e radioterapia. Há outras em que toda a mama é retirada e reconstruída, depois é submetida à quimioterapia e não há necessidade de se fazer radioterapia. Em outros casos, deve-se iniciar o tratamento pela quimioterapia, para só depois a cirurgia ser realizada. Se o tumor é grande, nos concentramos primeiro em fazer a quimioterapia para destruir células malignas que já possam estar na corrente sanguínea ou em outros lugares. Há pacientes que não precisam se submeter à quimioterapia. No câncer, o mastologista, o oncologista e o radioterapeuta trabalham em conjunto.

Câncer de Mama no Homem

O Câncer de mama masculino é muito raro e o seu comportamento é similar nos homens e nas mulheres, sendo que os homens apresentam diagnósticos tardios em relação às mulheres.

O achado clínico mais comum é um nódulo atrás da aréola, com consistência dura, indolor e quase sempre detectado pelo próprio paciente. Também podem ocorrer saída de líquido pelo mamilo, coceira, retração e ulceração do mamilo. A dor pode estar presente em alguns casos.

O tratamento é parecido com o da mulher, sendo que a cirurgia de escolha é a Mastectomia (retirada da mama).

Links complementares:

Classificações do Estadiamento do Câncer de Mama
Os fatores que determinam o estágio em que a doença se encontra

Classificação do Câncer de Mama
A diferença entre os tipos se apresenta pela genética ou pela imuno-histoquímica

Instituto Nacional de Câncer | Câncer de Mama

Ministério da Saúde | Câncer de mama: sintomas, tratamentos, causas e prevenção